Liberação do FGTS gera questionamentos entre os trabalhadores

Em 2019, foram criadas duas medidas para saque do fundo de garantia. Permitindo que o trabalhador retire uma parcela do valor poupado.

Desde o primeiro semestre do ano o governo federal tem anunciado novas propostas para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O valor poupado foi liberado em duas modalidades, com a retirada parcial das contas ativas e inativas. E embora pareça uma boa condição, alguns trabalhadores têm suas dúvidas.

Os questionamentos estão relacionados a quantia liberada que foi fracionada, permitindo saque de até R$500 por conta em 2019. E para os anos seguintes, em que a retirada parcial do valor traz efeitos colaterais.

Nos dois casos, a proposta é opcional e o trabalhador não é obrigado a sacar seu FGTS. O governo prevê que a movimentação do valor pode injetar na economia brasileira R$42 bilhões, entre esse ano e o próximo.

As pautas das conversas entre os funcionários estão sendo baseadas nas qualidades que essas liberações podem trazer. Por isso, antes de entender se vale a pena aderir ao recebimento é importante conhecer cada modalidade.


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Saque fracionado do FGTS em 2019:

  • Liberação de até R$500,00 por conta, ativa ou inativa;
  • Recebimentos a partir de setembro para quem tem poupança na Caixa;
  • Recebimentos a partir de outubro para quem é correntista em outro banco;
  • Calendário organizado com base no mês de aniversário do trabalhador;
  • Crédito para correntistas da Caixa é automático, mas pode ser cancelado em seus canais eletrônicos;
  • A modalidade não extingue o direito ao saque total do fundo em caso de demissão, e mantém os 40% da multa contratual.

Saque-aniversário a partir de 2020:

  • Valor correspondente a uma porcentagem da quantia total do fundo, mais bônus adicional;
  • Quanto maior o valor do FGTS, menor é a alíquota para saque;
  • Pagamento a partir de abril de 2020;
  • Calendário baseado no mês de aniversário do trabalhador;
  • Quem optar por essa modalidade não poderá sacar o valor total do FGTS em caso de demissão, devendo aguardar 2 anos para retornar ao processo original;
  • Multa de 40% paga pelo trabalhador é mantida;
  • A modalidade também é opcional, e os que se interessarem devem informar à Caixa a partir de outubro de 2019.

O valor pode ajudar como uma renda extra nos ganhos do trabalhador, mas deve ser analisado principalmente por quem não tem o trabalho garantido. Por exemplo, caso não seja concursado ou efetivo dentro da empresa.

12 de agosto de 2019

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